Fumaça dos FIDCs não pode ser ignorada
Jornalista, assessor de investimentos e fundador do Monitor do Mercado
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Imagine um sujeito que compra um carro por R$ 90 mil e, no processo de divórcio, apresenta papéis ao juiz dizendo que o veículo (em posse da ex-mulher) vale R$ 1,1 milhão. Sem restauração ou reparos. Apenas uma reavaliação conveniente.
O exemplo é para ilustrar um intrigante episódio revelado recentemente no onipresente escândalo do Banco Master. Como noticiou o Valor Econômico, um conjunto de cédulas de crédito foi adquirido por um fundo ligado ao grupo por cerca de R$ 850 milhões e, mais tarde, apareceu reavaliado em seu balanço por aproximadamente R$ 10,8 bilhões. Doze vezes mais.
No mundo real, ativos assim raramente se multiplicam dessa forma apenas porque alguém decidiu olhar para eles de outro ângulo. E me chamou a atenção o veículo escolhido para operar a mágica: um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC).
Os FIDCs já somam quase R$ 1 trilhão em patrimônio e representam........
