Bloco Vai Quem Qué e a invasão da polícia no Butantã: violência vence?
Bloco Vai Quem Qué e a invasão da polícia no Butantã: violência vence?
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O supermercado Violeta, no Butantã, vê anualmente a invasão de foliões. Em um caos organizado, eles (nós) ficam por ali, no estacionamento do estabelecimento, enquanto o bloco Vai Quem Qué dá voltas em uma rotatória ali na frente. No domingo (17), enquanto a cena se repetia, o celular do pessoal tremia o alerta da Defesa Civil de tempestade. Não demorou dois minutos para cair o mundo e a massa colorida tentar ficar na parte coberta do estacionamento, para não ficar encharcado. O bloco sumiu por uma rua à direita. Acabou?, alguém pergunta. O Vai Quem Qué não acaba nunca, eu escuto alguém dizer e sorrio.
A festa, na verdade, segundo a prefeitura, deveria acabar às 18h. Mas explicar isso para uma multidão festejando é delicado. E por que, mesmo? A rua não é das pessoas nesses quatro dias?
Frequento o Vai Quem Qué há cerca de 15 anos. Vi os organizadores ficarem mais grisalhos durante esse período e seus filhos crescerem. Acompanhei a dissidência do Bastardo na Benedito Calixto quando a AmBev começou a colocar seus logos nos guarda-sois. Assisti à mudança do trajeto do Largo da Batata para o Butantã, em um tipo de fuga do eixo da confusão. Acompanhei a fase itinerante em que ninguém podia saber o local de concentração "pra não lotar". Vi lotar de novo no êxodo "pro outro lado do rio Pinheiros". E vivi minhas próprias transformações pessoais nesse período. A terça-feira no Vai Quem Qué, para mim, tem um sabor de tradição, de fim de ciclo, de começo de ano, de renovação. É muito especial........
