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Facada por franja e tapa por cebola são vitórias do Brasil miliciano

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Facada por franja e tapa por cebola são vitórias do Brasil miliciano

Uma atendente de fast food e um cabeleireiro. Uma cliente insatisfeita com o sanduíche e outra insatisfeita com o corte. Dois episódios banais que revelam algo profundo e assustador sobre a República miliciana que podemos nos tornar.

Na madrugada do último dia 1º, em Brasília, Huíla Klanovichs, funcionária do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, desceu do carro no drive-thru de um McDonald's, discutiu com a atendente e deu um tapa no rosto de uma funcionária de 34 anos. O motivo: o sanduíche tinha cebola. Ela disse que pediu sem o produto, pois é alérgica. Quis, além da troca, um pedido formal de desculpas. A atendente se recusou. O tapa veio como sentença.

Quatro dias depois, na Barra Funda, em São Paulo, Laís Barbosa da Cunha entrou em um salão de beleza, caminhou em direção ao cabeleireiro que a havia atendido quase um mês antes, tentou falar algo, abriu a bolsa, retirou uma faca de cozinha e o esfaqueou pelas costas. O motivo: a franja tinha ficado ruim. Ela disse que enviou mensagens de WhatsApp reclamando e ficou dois dias sem resposta. A faca veio como sentença.

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