Crianças são estupradas em casa e torturadas pelo Congresso
Crianças são estupradas em casa e torturadas pelo Congresso
A maioria dos casos de estupros de crianças e adolescentes até 13 anos é cometida por familiares (59,2%) ou algum conhecido (36,9%), principalmente na própria residência (57,6%) das vítimas. Ou seja, pelas pessoas com as quais elas deveriam se sentir mais protegidas e no local que, em tese, consideram o mais confortável. Os dados fazem parte do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, que traz um retrato da violência brasileira no ano passado.
Ao contrário do imaginário popular, que coloca a rua como o local mais perigoso, as vias públicas respondem por apenas 6,5% dos casos de estupro de vulneráveis, seguidas por instituições de ensino (2,6%), estabelecimentos de saúde (2%), estabelecimentos comerciais (1,9%), ambiente virtual (0,7%) e estabelecimento religioso (0,1%).
Isso desmente a falsa ideia vendida por grupos fundamentalistas e extremistas que o perigo vem daquilo que é de fora do círculo de segurança. Em outras palavras, que o "porto seguro" é a família e a casa, enquanto o risco está nos professores, nos desconhecidos e até em exposições de arte.
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