Bêbados sobre rodas executam mais dois em SP e nada indica que vão parar
Bêbados sobre rodas executam mais dois em SP e nada indica que vão parar
Maria Goreti Saraiva, de 58 anos, e Nilson Leite Batista, de 56, caminhavam hoje pela calçada na madrugada, na Penha, zona leste de São Paulo, quando foram atropelados e mortos por Giuliano Franco Fontes, de 24 anos, que dirigia em alta velocidade quando perdeu o controle do veículo. Ele se recusou a fazer o teste do bafômetro, mas um exame clínico constatou a ingestão de álcool. Estava com a carteira de habilitação vencida e foi preso em flagrante por homicídio.
Não foi uma fatalidade. Fatalidade é um raio cair sobre alguém. Beber, dirigir em alta velocidade e transformar a calçada em pista de boliche é crime.
Uma semana antes, São Paulo havia se comovido com o assassinato do gari Diêgo Rafael da Silva, de apenas 19 anos. Ele trabalhava havia dois meses na coleta de lixo e havia trocado de emprego para ganhar um pouco mais. Tinha uma filha pequena e a mulher estava grávida do segundo filho. Foi atingido por Guofang Huang, que registrou 0,73 mg/l de álcool no bafômetro, mais que o dobro do patamar a partir do qual a embriaguez ao volante é considerada crime. Teve a prisão convertida em preventiva.
Alexandre BorgesComo Flávio pode recuperar o voto feminino
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