Perimenopausa: o risco de engravidar existe e a chance de gêmeos é maior
Perimenopausa: o risco de engravidar existe e a chance de gêmeos é maior
A mulher de seus 44, 45 anos para de menstruar de repente e logo pensa que a menopausa chegou. Parece lógico. Mas o que pode estar chegando é um bebê. Ou mais de um: nessa faixa etária, a probabilidade de engravidar de gêmeos é de duas a três vezes maior que a de uma mulher de 35 anos, como aprendi em um evento na véspera do 20º Congresso Mundial de Menopausa, que irá até sábado, reunindo mais de 4.000 médicos e outros profissionais de saúde no Rio de Janeiro.
De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), só no ano de 2024 nasceram 6.657 bebês filhos de mulheres acima de 45 anos no nosso país. Entre eles, 526 tinham mães com 50 anos ou mais.
Para deixar claro: estes números cresceram 72% nas últimas duas décadas e só consideram os nascidos vivos. A quantidade de gestações nessa faixa etária, que apresenta maior risco de complicações, como aborto espontâneo, deve ser até maior.
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Pensando bem, é fácil entender o crescimento. De um lado, há avanços em técnicas de reprodução assistida para quem opta pela maternidade mais tarde e, também, a mulher de hoje segue, mais do que nunca, com uma vida sexual plena aos 40 ou 50 anos.
Em contrapartida, a informação parou no tempo: "Continua existindo um conceito errado de que, nessa idade, ela não engravidaria mais, que seus óvulos estão muito velhos, especialmente se está experimentando sinais de que a menopausa se aproxima, ou seja, se está na perimenopausa", observa o ginecologista Rodrigo Rodrigues Mirisola. "Sendo assim, para que se preocupar com contracepção, não é mesmo? Mas está........
