Dormir pouco compromete a longevidade, mas dormir demais também faz mal
Dormir pouco compromete a longevidade, mas dormir demais também faz mal
O grego Hipócrates, há mais de 24 séculos, já tentava nos acordar para o seguinte: "O sono e a vigília, quando um ou outro ultrapassa a medida, são maus". A neurologista Rosana Cardoso Alves, especialista em medicina do sono e coordenadora da neurofisiologia clínica do Grupo Fleury, adora repetir essa frase. E fez isso em um encontro científico recente sobre longevidade.
Bem, o médico das antigas devia seguir o que ensinava: viveu cerca de 90 anos em uma época quando, na Grécia, chegar aos 30 já era o máximo. E a médica entende o seu segredo: "A ciência atual confirma que Hipócrates tinha plena razão, porque nem dormir demais, nem dormir de menos estão associados à longevidade".
Que o sono insuficiente é uma roubada bem maior que simplesmente passar o dia se arrastando de cansaço, isso até que já é bem conhecido. Não faltam estudos afirmando que dormir pouco pode levar ao aumento da pressão arterial e outras encrencas cardiovasculares, diabetes, ganho de peso, vulnerabilidade a infecções e mais diversos males. Mas dormir demais também faz mal?!
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Rosana Cardoso Alves tranquiliza alguns de nós, respondendo que tudo bem esticar o sono vez ou outra, se naquela semana a pessoa está mais cansada ou aconteceu algo diferente, como uma viagem exigindo que o organismo ajuste o seu próprio fuso horário. "No entanto, quem sempre dorme mais de nove horas nos deixa alertas: pode haver algum problema e isso precisa ser visto", afirma a doutora.
O que ela diz não é exatamente novo entre os estudiosos do sono, mas é uma história muito mal contada para a população, que dorme em paz se sabe que não terá qualquer dificuldade para permanecer adormecida por várias horas. "Geralmente, quem tem insônia é que busca ajuda médica", nota a doutora Rosana. "Os mais dorminhocos, porém, talvez também devessem ficar espertos." Você é........
