Choque medular e outros conceitos para entender a história da polilaminina
Choque medular e outros conceitos para entender a história da polilaminina
No último sábado (7), em entrevista ao Estadão, a bióloga Tatiana Sampaio, pesquisadora da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) que se dedica à investigação da polilaminina, admitiu que o artigo sobre a cura da paralisia enviado e rejeitado por revistas científicas tinha erros importantes de revisão e que, agora, eles teriam sido corrigidos.
Na nova versão do preprint — um texto preliminar —, um dos principais esclarecimentos é sobre o tal do choque medular. Afinal, diante da divulgação massiva dos oito pacientes que receberam polilaminina experimentalmente, a comunidade científica questionava: e se, entre eles, existissem pessoas com choque medular que melhorariam com ou sem qualquer nova molécula?
No artigo corrigido, acrescentou-se a informação de que nenhum deles tinha essa condição e que a certeza disso vinha do fato de todos terem se submetido ao teste de reflexo do bulbo cavernoso ou ao do sinal de Babinski.
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Mas será que todo mundo sabe o que é uma coisa ou outra? Nesse tema que move paixões — paixões justas, já que de 6.000 a 8.000 pessoas sofrem lesão medular a cada ano no Brasil —, tudo está se transformando em um terrível Fla-Flu. Mas, se é para torcer, que ao menos seja com conhecimento de causa.
Lesão medular: mais que um cabo elétrico cortado
Provavelmente, quem acompanha cada capítulo dessa história ouvirá falar do doutor Marcelo Ares. O fisiatra é coordenador médico da AACD, instituição que é referência nacional em reabilitação e que foi indicada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para ser coparticipante do estudo de fase 1 com a polilaminina.
Uma vez liberados do pós-operatório no hospital, onde terá sido aplicada a polilaminina, os indivíduos serão encaminhados ao centro de reabilitação, no qual permanecerão por um mês. Nos outros cinco meses, continuarão o tratamento ambulatorialmente. Serão feitas avaliações periódicas e, no final, Ares........
