Câncer de mama: coisas que nem toda mulher sabe, mas que deveria saber
Câncer de mama: coisas que nem toda mulher sabe, mas que deveria saber
Outubro, para a saúde da mulher, nem sempre é tão cor de rosa. Mês consagrado ao rastreamento precoce do câncer de mama, o tom das campanhas (necessárias, sim) às vezes ofusca as barreiras e o desconhecimento que permanecem, apesar de todos os esforços.
Uma pesquisa realizada pela Ipsos a pedido da farmacêutica Novartis entrevistou 400 brasileiras acima de 35 anos de todas as regiões do país. Entre elas, usuárias do SUS (Sistema Único de Saúde) e pacientes atendidas em consultórios e hospitais privados. As respostas deixaram algumas dessas lacunas bem claras.
Uma delas é logo na largada: acesso a exames de rastreamento. Veja: 63% do total se queixaram da demora para conseguir um agendamento de mamografia. Se a gente olha só para as pacientes do SUS, essa é uma reclamação de 77% delas. Talvez em parte por causa disso, uma em cada três participantes assume que não realiza a mamografia anualmente. Aliás, 15% das que tiveram esse exame solicitado pelo médico acabaram sem fazê-lo.
Marcela MattosApoio antecipado a Motta é reação do centrão ao PL
Apoio antecipado a Motta é reação do centrão ao PL
Milly LacombePéssimo dia para quem duvidou do Palmeiras
Péssimo dia para quem duvidou do Palmeiras
Josias de SouzaLula deixa defensiva; Flávio tem que ralar sem folga
Lula deixa defensiva; Flávio tem que ralar sem folga
Mônica BergamoPacheco volta a ganhar força para o STF
Pacheco volta a ganhar força para o STF
"A mortalidade por câncer de mama tem caído nos países desenvolvidos, graças a uma combinação de diagnóstico precoce e melhores tratamentos", diz o médico Guilherme Novita, presidente da SBM (Sociedade Brasileira de Mastologia). "Na Europa, por exemplo, a mulher faz mamografia de rotina e tem consciência de que alterações mamárias não são normais, procurando logo o médico e tendo acesso rápido à consulta."
No continente europeu, essa redução na mortalidade foi de 23,1% de 1990 para cá, segundo a análise do Global Burden of Disease. Aqui, no mesmo período, ela ficou em apenas 4,5%. "Quando você lê o que está na legislação brasileira, tem a impressão de estar na Noruega", comenta o mastologista. "Existe uma lei que diz que toda mulher acima de 40 anos tem direito à mamografia. Outra lei garante que, diante de um resultado alterado, a paciente deve fazer exames complementares em, no máximo, 30 dias. E, por fim, existe a lei dizendo que, descoberto o câncer, o tratamento precisa ser iniciado em até 60 dias."
Na vida real, porém, apesar de o número de........
