Boa notícia: estamos no caminho para tornar o câncer de pâncreas curável
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Foi uma catarse que durou exatos 45 segundos no encontro anual da Asco (American Society of Clinical Oncology), em Washington (EUA). No domingo (31), o oncologista Brian Wolpin, do Dana-Farber Cancer Institute, em Boston, anunciou que o comprimido daraxonrasibe tinha "demonstrado uma melhora estatisticamente importante na sobrevida de pacientes com câncer de pâncreas metastático".
Mal terminou a frase, cerca de 10 mil de seus colegas levantaram-se para aplaudir. Alguns deles arriscaram assobios. Outros lacrimejaram. Provavelmente, você viu a cena nas redes sociais.
Esses 45 segundos eufóricos representam a eternidade que a medicina aguardou por algum medicamento realmente eficaz contra o tumor de pâncreas. Segundo dados da própria Asco, apenas três em cada cem pessoas com esse diagnóstico nos Estados Unidos sobrevivem mais do que cinco anos. Aqui entre nós, o Brasil tem mais de 13 mil casos da doença anualmente, de acordo com o Inca (Instituto Nacional de Câncer).
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Brian Wolpin mostrou que, após um ano, 55,3% dos que engoliram o remédio todo dia estavam vivos, contra 18,7% daqueles que receberam quimioterapia no estudo de fase 3 chamado RASolute-302, realizado em seis países da América do Norte, da Europa e da Ásia. Nele, 500 homens e mulheres com câncer metastático foram sorteados para cair ou no grupo do novo medicamento ou no da quimioterapia.
Mas veja bem: os médicos que bateram palmas não comemoravam apenas o aumento médio de 13,2 meses na sobrevida de quem tomou daraxonrasibe contra 6,7 meses do grupo tratado com quimioterápicos, embora isso já seja um feito gigantesco, ainda mais contando que o novo remédio aliviou as dores terríveis provocadas por esse tipo de tumor.
Os congressistas tampouco tiveram aquela reação só porque, entre os participantes que tomaram o daraxonrasibe, o tempo livre do câncer de pâncreas durou em média 7,3 meses, enquanto a doença levou menos de 3,5 meses para voltar nos receberam químio. Eles sabem que o que viram na Asco pode apontar para algo muito, mas muito maior.
O que o futuro é capaz de reservar
"Até o momento, podemos dizer que o........
