A vilã do Alzheimer é a inflamação, e não a famosa placa beta-amiloide
A vilã do Alzheimer é a inflamação, e não a famosa placa beta-amiloide
Durante muito tempo, a gente veio com o papo de que o Alzheimer surgia pelo acúmulo de uma proteína chamada beta-amiloide no cérebro, formando placas que atrapalhavam o diálogo entre os neurônios, conversa e tal. Mas, de alguns anos para cá, a ciência reparou que essa história estava mal contada.
O enredo deixou de convencer quando se viu que existem pessoas com o cérebro cheio de placas, mas que se lembram muito bem das coisas. Assim como existem indivíduos com pouquíssimas placas e com muito mais perda cognitiva do que outros que acumulam uma quantidade bem maior de beta-amiloide. Fique claro: sem placa de beta-amiloide não há Alzheimer. Mas tudo já vinha dando o spoiler de que ela não era a grande vilã.
Agora, um estudo publicado na revista Nature Neuroscience, liderado por pesquisadores brasileiros, aponta a inflamação do cérebro como a destruidora das nossas lembranças. Se não fosse ela, nossas recordações ficariam intactas. É a primeira vez que se mostra isso em seres humanos.
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A inflamação cerebral não vem do nada. Há outros personagens que foram tratados quase como figurantes, em um dos maiores erros de interpretação que já passaram pela nossa cabeça. Estou falando de uma célula chamada microglia e de outra, de aparência exuberante, lembrando um astro lá no céu, o astrócito. É ele, com seus "raios", que você vê na imagem desta coluna.
"As pessoas sempre imaginam o cérebro como uma máquina formada apenas por neurônios fazendo conexões, ou sinapses", observa o farmacologista Eduardo Zimmer, um dos autores do trabalho. Referência mundial no estudo de demências, ele é head de pesquisa do Hospital Moinhos de Vento, em........
