Guerra torna Trump um ex-Trump
Guerra torna Trump um ex-Trump
Não se deve confiar em político de pele laranja. Aliás, por segurança, convém desconfiar de políticos de todas as cores. No caso de Trump, nem os mais ferozes apoiadores estão a salvo do seu vice-versa retórico. Quem dava a vida por ele começa a enxergar o ceticismo como refúgio seguro. Trump tornou-se no Irã um ex-Trump.
Em campanha, Trump prometeu em 2024 colocar "os Estados Unidos em primeiro lugar". E assegurou: "Não vou começar guerras, vou parar guerras." De repente, optou por colocar as conveniências de Israel e de Netanyahu à frente dos interesses americanos. Ao ordenar o ataque ao Irã, mordeu a própria língua.
Em 2012, Trump insinuou que Barack Obama, com a popularidade em declínio, iniciaria uma guerra no Oriente Médio. "Agora que os números de Obama estão em queda livre, preparem-se para ele lançar um ataque na Líbia ou no Irã. Ele está desesperado." Por esse autocritério, Trump está apavorado com a perspectiva de perder a maioria no Congresso nas eleições de novembro.
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Em 2013, Trump voltou à carga: "Lembrem que eu predisse há muito tempo que o presidente Obama atacará o Irã por causa de sua incapacidade de negociar adequadamente. Não é habilidoso!" Negociadores de Trump tricotavam com a diplomacia iraniana às vésperas do bombardeio. Faltou habilidade.
Em 2016, Trump condenava a mania da Casa Branca de meter o bedelho em nações alheias, para impor suas vontades. "Vamos parar essa política imprudente e custosa de mudança de regime." Sequestrar Nicolás Maduro e o petróleo da Venezuela saiu barato. Mas a teocracia sanguinária do Irã, mesmo enfraquecida, quer mostrar a Trump que ele também está sujeito à condição humana.
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