Com 17 anos de PT no poder, Lula faz pose de antissistema
O Partido dos Trabalhadores celebrou neste sábado, em Salvador, seu aniversário de 46 anos. A legenda vive o apogeu da meia-idade. Uma fase marcada por transições físicas —rugas e cabelos brancos— e cognitivas —maturidade e reflexão sobre a vida. Estrela da festa, Lula trocou o antigo figurino contemporizador pela armadura: Não tem mais essa de Lulinha paz e amor. Essa eleição vai ser uma guerra."
No seu discurso, Lula disse que o enredo a ser esgrimido durante a campanha "ainda não está pronto". Mas soou como quem se equipa para guerrear contra Flávio Bolsonaro, o adversário de sua predileção. Instigou a militância a ocupar a trincheira das redes sociais: "Nós temos que escrachar cada mentira que eles contam. [...] Temos que ser mais desaforados, porque eles são."
Noutros tempos, Lula criticava os críticos da política. De repente, incorporou a antipolítica ao seu cardápio. A certa altura, torpedeou a atividade que exerce desde os tempos de sindicalista: "A política apodreceu", disse. Realçou que tem saudades do tempo em que o PT vendia camisetas para custear suas campanhas. "Agora, é dinheiro rolando para tudo quanto é lado".
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