Caso Master expõe bolero de Vorcaro com o poder político
Mal comparando, a proximidade de Daniel Vorcaro, o banqueiro falido do Master, com a banda mercantilista da política é muito parecida com aquelas festinhas de amasso dos velhos tempos, nas quais os parceiros dançavam de rostinho colado. A diferença é que no bolero do Master com os políticos não tem música. A coreografia se desenrola no silêncio dos bastidores.
A Polícia Federal expôs um ramo novo da investigação: a fraude do Master contra fundos públicos de previdência. O novelo é grande. Em batidas realizadas nesta sexta-feira, no Rio de Janeiro, agentes federais visitaram endereços de gestores do Rioprevidência. Puxou-se o primeiro fio de uma meada que começa no Rio, passa por prefeituras de São Paulo e vai até o Amapá. O rolo envolve 18 fundos previdenciários de estados e municípios. Juntos, compraram quase R$ 2 bilhões em letras financeiras podres do Master.
No Rio, a caixa registradora dos servidores estaduais foi entregue ao União Brasil, presidido por Antonio Rueda, um amigo de Vorcaro. A entidade adquiriu R$ 970 milhões em letras financeiras podres do Master. Coube ao Amprev, fundo dos servidores do Amapá, o segundo maior mico: R$ 400 milhões. Ali, a caixa registradora era gerenciada por um apadrinhado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, outro chegado de Vorcaro.
Alexandre Borges
Lula opta pela........
