Por que confiança é o ativo mais valioso na era da IA
Por que confiança é o ativo mais valioso na era da IA
"Estamos confiando mais nas máquinas do que nas pessoas."
A provocação da psicoterapeuta Esther Perel na abertura do SP2B, festival de inovação e cultura que ocupou o Parque Ibirapuera na última semana, resume um paradoxo: nunca tivemos tantas ferramentas para produzir, decidir e nos conectar, mas nunca foi tão difícil saber em quem, ou no quê, confiar.
A confiança atravessou outros debates do festival: desinformação, responsabilidade de creators, privacidade de dados, limites da IA na saúde. Não por acaso. Quando textos, imagens e recomendações podem ser sintetizados em escala, aquilo que não se produz instantaneamente ganha valor.
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Conquistar confiança passa exatamente por essa construção. Exige tempo, coerência entre discurso e prática e consistência ao longo das experiências. Durante décadas, marcas construíram esse ativo na relação com pessoas. Agora, essa reputação começa a importar também para as máquinas.
Da economia da atenção para a economia da confiança
Em boa parte da era digital, a atenção foi o ativo mais disputado pelas empresas. Plataformas, algoritmos e publicidade digital cresceram em torno dessa lógica: quanto maior a audiência, maiores as possibilidades de influência, dados e vendas.
Com a IA generativa, a quantidade de conteúdo vai para outro patamar. Produzir........
