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O que a overdose de propaganda oficial revela sobre Lula e o PT

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03.07.2026

O que a overdose de propaganda oficial revela sobre Lula e o PT

A informação de que o governo Lula reservou o valor recorde de R$ 520 milhões para propaganda oficial no primeiro semestre de 2026, em pleno ano eleitoral, revelada nesta semana pela Folha, é o que a atriz Luana Piovani chamaria de "um tapa na cara dos brasileiros".

Não apenas dos que zelam pelo bom uso dos recursos dos pagadores de impostos, mas também dos que se preocupam em evitar que o dinheiro público seja aplicado em benefício de um grupo político e de seu projeto de poder.

A legislação, é certo, restringe os gastos com publicidade governamental em anos eleitorais ao primeiro semestre, exceto as que são consideradas como "urgentes" ou reconhecidas como de "utilidade pública". Por isso, tradicionalmente, as despesas se concentram nos primeiros seis meses. Mas, ainda assim, a verba destinada à promoção das "entregas" de Lula, como eles gostam de dizer, é um disparate.

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O montante, que exclui os desembolsos das estatais, dos ministérios e das fundações públicas, representa mais que o dobro do valor destinado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro no mesmo período de 2022. O dinheiro foi usado até na divulgação de projetos que ainda estão em análise no Congresso Nacional, como o fim da escala 6x1.

A rigor, do total empenhado pelo governo, a Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República) gastou oficialmente R$ 178 milhões até 15 de junho. A contabilização dos dados finais, porém, costuma atrasar, o que indica que o total efetivamente despendido pelo órgão ainda deve aumentar de forma considerável até 4 de julho, quando começa o chamado período de defeso eleitoral, em razão dos milhões de reais que o governo vem despejando em propaganda oficial todos os dias.

Em tudo que a gente vê e para todo o lado que olha, em qualquer meio de comunicação, 24 horas por dia, só dá publicidade do governo. É impressionante. Nunca se viu um volume semelhante em propaganda governamental, o que tem gerado questionamentos sobre a influência indevida que o "poder econômico" —não o privado, que tanto se teme, mas aquele feito com o meu, o seu, o nosso rico dinheirinho— poderá ter no resultado das........

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