O fetiche da esquerda em chamar adversários de 'extrema direita'
O fetiche da esquerda em chamar adversários de 'extrema direita'
O primeiro turno das eleições presidenciais na Colômbia, realizado no domingo passado, trouxe à tona uma questão que se tornou recorrente nas disputas eleitorais pelo mundo afora: os rótulos atribuídos aos candidatos.
Como sempre ou quase sempre acontece, o candidato conservador, Abelardo de la Espriella, que ficou em primeiro lugar no pleito, com 43,7% dos votos, foi taxado pela esquerda e por boa parte da imprensa, no Brasil e no exterior, como um representante da "extrema direita" ou da "ultradireita" —a versão moderninha do termo adotada por muitos analistas e grandes veículos de comunicação.
Enquanto isso, seguindo o duplo padrão de sempre, o esquerdista radical Iván Cepeda, que ficou em segundo lugar, com 40,9% dos votos, foi classificado apenas como de "esquerda". Mesmo levando em conta que ele é um marxista formado no Partido Comunista, com trânsito junto aos grupos guerrilheiros, e um defensor da participação popular direta, feita à margem do Congresso, e do confisco de terras privadas por meio da cobrança de impostos progressivos.
Josias de SouzaO milagre da multiplicação do voto evangélico
O milagre da multiplicação do voto evangélico
José FucsO fetiche da esquerda em definir 'extrema direita'
O fetiche da esquerda em definir 'extrema direita'
Marco Antonio SabinoRonaldo Caiado é um xerife desarmado
Ronaldo Caiado é um xerife desarmado
Ricardo KotschoInsistência com Messias é erro político de Lula
Insistência com Messias é erro político de Lula
"A polarização entre extrema direita e esquerda no segundo turno força limites institucionais na Colômbia", estampou com destaque um jornalão no dia seguinte à eleição." Aliado de (Gustavo) Petro (atual presidente do país) e candidato da extrema direita vão ao 2º turno na Colômbia", anunciou um dos principais portais de notícias do país.
O caso da Colômbia é um exemplo emblemático do viés ideológico embutido em grande parte do noticiário da chamada imprensa tradicional, que reflete em boa medida a visão esquerdista sobre os acontecimentos do Brasil e do mundo.
Trata-se de uma postura que procura desqualificar quem se opõe à "agenda progressista", carimbando todo candidato da direita e mesmo da centro direita como um aspirante a ditador, que ameaça a democracia e vai levar seu país ao retrocesso político, econômico e social.
É uma posição que explica muito da desconfiança da população na mídia, como mostram as pesquisas. Segundo um levantamento realizado pelo instituto Real Time Big Data, 52% dos brasileiros desconfiam da imprensa. Outra pesquisa, do painel TIC, que reúne entidades que atuam na área, apontou que 48% dos usuários de internet compartilham do mesmo ceticismo em relação aos veículos tradicionais.
A rigor, as ideias e o programa de governo de Espriella —um outsider que se destacou como advogado criminalista e empresário— nada têm a ver com o fascismo de Mussolini ou com o nazismo de Hitler, que se tornaram os exemplos mais bem acabados dessa corrente........
