A ajuda de Janja aos críticos do PL da misoginia
A ajuda de Janja aos críticos do PL da misoginia
Ao afirmar que chamá-la de "gastadeira", por causa de seus gastos excessivos em viagens, é "um exemplo de misoginia pura", a primeira-dama Janja da Silva mostrou mais uma vez sua extraordinária capacidade de falar a coisa errada na hora errada.
Sua declaração, feita em entrevista ao Canal UOL na segunda-feira (13), acabou dando uma contribuição inestimável para reforçar a argumentação dos que se opõem ao projeto de criminalização da misoginia, que já foi aprovado pelo Senado e está em tramitação na Câmara em regime de urgência.
Ajudou também a brecar a votação do dispositivo, apoiado por Janja de forma entusiasmada, impondo um revés indigesto aos parlamentares que buscavam aprová-lo antes do recesso do Congresso, que começa neste sábado (18), para entrar em vigor já na campanha eleitoral.
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Com sua fala, na qual classificou como misoginia questionamentos legítimos contra seus hábitos perdulários bancados com dinheiro público, Janja confirmou os temores dos que contestam o projeto, apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), em 2023.
A percepção dos opositores da proposta, que formam um contingente considerável não apenas no Congresso como na sociedade de forma geral, é de que, na realidade, ele não servirá para proteger as mulheres contra a violência e a perseguição digital, como dizem seus apoiadores. Será usado principalmente para blindar figuras públicas como Janja, que se escudam em acusações de misoginia contra seus críticos, e para promover a censura da oposição.
Com uma "amiga" como Janja, que parece ter se especializado em disparar tiros que saem pela culatra, as deputadas Tabata Amaral (PSB-SP), relatora do projeto, Maria do Rosário (PT-RS), Talíria Petrone (PSOL-RJ) e Erika Hilton (PSOL-SP), entre outras, que formam a tropa de choque em defesa do dispositivo na Câmara, nem precisariam de "inimigos" para torpedeá-lo.
Ao contrário do que pode parecer à primeira vista, porém, não é preciso ser "extremista", como Tabata —a darling da esquerda caviar— chamou os opositores do projeto, para ser contra sua aprovação. Também não é necessário fazer parte da "machosfera" ou do grupo dos redpills, como são conhecidos os integrantes dos fóruns criados nas redes sociais em defesa do........
