Bares de São Paulo unem vinho e comida com sucesso
Isabelle Moreira Lima
Jornalista especializada em vinhos, editora executiva da revista Gama e autora da newsletter Saca Essa Rolha
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Bares de São Paulo unem vinho e comida com sucesso
Gnomo e Lita dão mesmo peso para a cozinha e para a bebida
Endereços nasceram de restaurantes famosos
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Vinho fica muito melhor com comida. Claro que alguns são deliciosos por si e harmonizam muito bem com bate-papo sem muita firula ou até mesmo com reflexões solitárias. Mas é mais comum encontrar aqueles que se beneficiam da comida e, também, a melhoram. Quando um casamento entre comida e vinho é bem feito, parece que um serve de palco para o outro e, juntos, chegam ao que se chama de "terceiro sabor".
Venho aqui dar uma boa notícia: há dois novos lugares de São Paulo em que é bem fácil celebrar esse casamento. São bares oriundos de restaurantes consagrados, que geraram estabelecimentos de perfis diferentes, mas com a mesma alta qualidade na comida e muito simpáticos. Os dois são tocados por casais.
Na Vila Madalena está o Gnomo. Embora o nome soe como uma piscadela à loja de artigos esotéricos Alémdalenda, é só uma piadinha com o tamanho do imóvel onde está instalado e um trocadilho com a casa-mãe, Nomo, restaurante na esquina da frente. Nas duas casas, a cozinha é tocada pelo chef Nando Carneiro e o salão pela sommelière Patrícia Werneck, sua companheira.
No descontraído Gnomo, o menu é convidativo desde o couvert. Carneiro é um especialista em manteigas e entre as opções está uma muito aerada e batida com mel e alecrim, um perigo com o pão azedinho de fermentação natural. Foi esse o acompanhante do espumante biodinâmico Julia Kemper Nature, do Dão, muito elegante, de acidez bem marcada, perfeita para limpar a boca depois de uma onda de untuosidade.
Assim como no Nomo, muitos dos pratos do Gnomo vêm com sotaque mineiro, como o patê de torresmo (com o Morgado do Quintal Branco 2024, feito no Algarve, com salinidade e notas de ervas), o tartare de porco (com o italiano La Cappuccina San Brizio Soave, com mais corpo, nota de pera e um toque oxidativo) e o maravilhoso sarapeletti (trocadilho com sarapatel) de pato e morcilla in brodo, cujo caldo fica grudado nos lábios como um gloss. A harmonização foi sabiamente resolvida por Werneck com um Côtes du Rhône Cuvée des Galets 2022, de taninos aveludados mas eficientes para a limpeza bucal.
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No Baixo Pinheiros, atravessando a rua do Nelita, está o bar de vinhos Lita, onde outro casal idealizou cozinha e carta de bebidas das duas casas: Tássia Magalhães, considerada a melhor chef mulher da América Latina pelo 50 Best, e o sommelier Danyel Steinle. Lá o clima é mais sofisticado e mira o retrô europeu, com teto metálico adornado, porcelanas floridas de vovó, luz bem baixa.
Lá também, vivi uma espécie de viagem ao passado, mas menos pelo clima e mais pelo bolso: me senti em 2009, no noodle bar do Momofuku, uma opção mais em conta do que o endereço principal do chef-celebridade David Chang. O Lita oferece a excelência da cozinha de Magalhães e o garimpo cuidadoso de Steinle por um preço mais pagável que o Nelita.
São 20 vinhos em taça (a partir de R$ 42), que mudam a cada duas semanas, e outros 400 em garrafa, além dos vermutes (a partir de R$ 25).
É fácil ser feliz com a entrada de pão e manteiga artesanal fermentada e manjubinha com o vinho branco do Etna Cusomano Alta Mora 2023, que conversa com o sal do peixinho; ou ainda com o clarete espanhol Espantaburros, produzido com tempranillo, bobal e albillo mayor, que acompanha lindamente o linguini com bisque e lagostim.
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