Política chinesa dificulta possibilidade de acordo para controle nuclear
Jornalista, mestre em Estudos da China pela Academia Yenching (Universidade de Pequim) e em Assuntos Globais pela Universidade Tsinghua
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Pela primeira vez desde o auge da Guerra Fria, Rússia e Estados Unidos não têm mais qualquer tratado de controle de armas nucleares em vigor. Nesta semana expirou o Novo Start, o último acordo que ainda limitava os arsenais estratégicos das duas maiores potências nucleares do mundo, garantindo inspeções mútuas e alguma previsibilidade em um equilíbrio sempre precário.
Donald Trump disse preferir deixar o tratado expirar a renová-lo nos moldes atuais, apostando na possibilidade de negociar um novo acordo trilateral que incluísse a China, cuja expansão nuclear acelerada preocupa Washington. A proposta soa ambiciosa, até visionária. O problema é que ela não vai acontecer.
A razão principal está na forma como Pequim enxerga seu lugar no sistema internacional. A liderança chinesa avalia que seu arsenal ainda é pequeno diante dos rivais. EUA e Rússia mantêm cerca de 1.700 ogivas estratégicas implantadas cada um, e milhares em reserva. A China possui algo de........
