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Justin Bieber, o futuro da música e a internet que não existe mais

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16.04.2026

Justin Bieber, o futuro da música e a internet que não existe mais

Em 2023, Justin Bieber vendeu seu catálogo inteiro, de 290 músicas, por US$ 200 milhões."Baby", "Sorry", "Love Yourself". Tudo foi para o pregão.

Em seguida, demitiu Scooter Braun, o empresário que o descobriu no YouTube e controlou sua carreira por 15 anos.Quando foi anunciado que seria headliner do Coachella, negociou o contrato diretamente com os organizadores, sem agente e sem empresário.

Ficou com tudo: US$10 milhões, o maior cachê da história do festival americano.

O show do primeiro final de semana para mais de 130 mil pessoas foi low profile.E o grande destaque dele foi quando sentou num banco, abriu um MacBook e começou a puxar clipes do YouTube de si mesmo aos 13 anos.Onde tudo começou.Bieber harmonizou com a própria voz de adolescente.Rolou memes.Pediu músicas pelo chat da transmissão ao vivo.E mandou uma sequência de hits admirávelA internet se dividiu.Metade chamou de preguiça.Metade chamou de genialidade.

Numa era em que cada frame é pensado e cada hook é otimizado, a falta de polimento daquele momento foi quase chocante.Os vídeos buferizando. O scroll casual. A digitação e a busca ao vivo.Te fazia sentir que estava vendo algo que não deveria estar vendo.No bom sentido.Por que este trecho do show de Bieber repercutiu e faz tanto sucesso?Ao ponto de o cantor se tornar o artista mais ouvido do planeta algumas depois do Coachella?E ter feito 21 músicas dele entrarem no Top 200 global do Spotify?Dono de um talento inegável, Justin Bieber levou milhares de espectadores para um tempo que não existe mais.Para uma internet que não existe mais.Porque as redes sociais costumavam ser um lugar para ver algo real.Hoje são um palco........

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