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Fernanda Torres e o ano do influenciador intelectual

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Fernanda Torres e o ano do influenciador intelectual

Fernanda Torres odeia fazer escova no cabelo e ama ler. Quem acompanha a atriz, e seu bom humor, sabe bem. Daí a genialidade que é o "Literatura sem Escova", uma série de vídeos que ela recém criou em seu Instagram para recomendar algumas obras de sua biblioteca pessoal (ela já fazia alguns em 2024, quando abriu o TikTok).Ali, Nanda aparece sem produção, sem cabelo feito, óculos escuros, falando de livro do jeito que se fala com um amigo na cozinha. Despojada, natural, e com a autoridade de quem é do ramo: não é só atriz premiada, mas romancista com Jabuti no currículo e cronista de mão cheia.

No primeiro vídeo, depois de assistir ao filme "Odisseia", ela recomendou um livro de nome pouco convidativo: "1177 A.C: O Ano em que a Civilização Colapsou", do arqueólogo Eric Cline, sobre o desmoronamento das sociedades da Idade do Bronze. Em poucos dias, a obra entrou para a lista de mais vendidos de não ficção da revista "Veja".

Isso vale uma pensata: num tempo de fadiga digital e ansiedade sobre o futuro, milhares de pessoas correram para comprar um calhamaço sobre como civilizações interconectadas desmoronam. E a Fernanda, sem saber ou sem querer, embarcou numa das tendências mais faladas do momento lá fora.

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É que dizem que 2026 é "o ano do influenciador intelectual". A revista "Vogue" o define como um criador que se destaca não pela aparência ou pelo estilo, mas pelo que sabe, pela expertise, pela obsessão por um assunto e pela capacidade de ter uma opinião informada. E falar sobre literatura é o ápice deste movimento.Não é........

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