Celebração do Ano-Novo tornou-se uma síntese típica do Brasil
Doutor em história, é autor de 'Cowboys do Asfalto: Música Sertaneja e Modernização Brasileira' e 'Simonal: Quem Não Tem Swing Morre com a Boca Cheia de Formiga'
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Passado o Natal, é hora de celebrar o Réveillon. O que talvez poucos saibam é que a forma hoje hegemônica de celebrar o Ano-Novo é mais recente do que parece.
Quase sempre naturalizamos as festas como se elas "sempre fossem assim". Ao leitor mais ingênuo (ou menos idoso), pode parecer que sempre comemoramos a passagem de ano nas praias, ao som de música, vestidos de branco, pulando ondinhas, vendo fogos de artifício explodirem em festas organizadas por prefeituras que bancam a festa. Mas essa forma de celebrar a passagem de Ano-Novo é relativamente recente. Não tem 50 anos.
Basta resgatar os jornais dos dias 1º de janeiro dos anos 1940, 1950 e 1960 que vemos nossos antepassados celebrando de outra forma. Ainda havia resquícios de vigílias em igrejas e paróquias. Nesta época a pouca festa pública acontecia no dia 31, por volta do meio-dia. Havia chuva de papel picado nos centros das cidades brasileiras, quando os trabalhadores eram dispensados mais cedo. E só.
Até o fim dos anos 1970 a comemoração de Ano-Novo era uma festa privada, não pública. Celebrava-se em casa, com os familiares, assim........
