Contas públicas: Lula repete roteiro de alta do gasto de gestões anteriores
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O padrão de abrir a torneira do gasto público por presidentes que buscam a reeleição se repetiu em três das quatro últimas eleições presidenciais no Brasil: Dilma Rousseff (PT), em 2014, Jair Bolsonaro (PL), em 2022 e Lula (PT), agora.
Na reta final da atual campanha, o governo Lula (PT) anunciou aumento do Bolsa Família, proibiu bets, abrindo mão da arrecadação de tributos gerados pelo setor, e prometeu mais um programa de renegociação de dívidas (o terceiro Desenrola da atual gestão) e distribuição de canetas emagrecedoras pelo SUS.
Segundo o mais recente Datafolha, Lula (PT) somando 45% das intenções em votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, ante 40% de Flávio Bolsonaro (PL). No cenário de segundo turno, em votos totais, há empate técnico: 48% para o presidente e 45% para o senador do Rio.
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Levantamento feito por pesquisadores do Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), com base em dados da Secretaria do Tesouro Nacional, mostrou que houve forte crescimento do gasto primário no período em ciclos eleitorais. Os dados foram apresentados em gráfico na edição mais recente da Carta do Ibre, assinada pelo economista Luiz Guilherme Schymura, publicada em setembro.
A carta traz a comparação do gasto primário do governo federal em diferentes eleições, corrigindo os valores pela inflação e retirando efeitos sazonais. Para facilitar a comparação, o gasto registrado sete trimestres antes de cada eleição foi fixado em 100.
Em 2022, quando Jair Bolsonaro (PL) disputou e perdeu a reeleição para Lula, a expansão do gasto também ficou concentrada na reta final da campanha.
No segundo trimestre daquele ano, as despesas ainda estavam praticamente no mesmo nível de sete trimestres antes. Entre julho e setembro, porém, deram um salto e passaram a ficar cerca de 11 pontos percentuais acima daquela base, segundo o estudo.
Naquela disputa, Bolsonaro........
