Jaques Wagner sela ascensão e queda da 'República do Acarajé' no Lula 3
Jaques Wagner sela ascensão e queda da 'República do Acarajé' no Lula 3
A crise que dragou um dos nomes mais próximos do presidente Lula para o centro do escândalo do banco Master deve remodelar o espaço e a influência do grupo que, desde o início deste mandato, marcou posição, cercou o presidente e ampliou seu poder na gestão do petista: o dos aliados da Bahia.
Ao cair no precipício do qual havia jurado nunca nem sequer ter se aproximado, o senador Jaques Wagner (PT-BA) deu início a um redesenho do tamanho e do domínio que diferentes alas do partido exercerão sobre o Planalto, às portas do início da disputa eleitoral.
Nos últimos cinco dias, a coluna se dedicou a ouvir ministros, aliados, ex-ministros, ex-auxiliares e petistas que acompanharam de perto o que a ascensão do que, nos bastidores, passou a ser chamado jocosamente de "República do Acarajé".
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"Neste mandato, o Lula claramente escolheu governar a partir do PT da Bahia. É um estado importante, o quarto maior colégio eleitoral do Brasil, governado pelo partido há duas décadas... Se há um lugar onde o projeto do PT vingou, foi lá", desenha um aliado do presidente.
A ampliação do poder do grupo de Jaques, duas vezes governador do estado, aconteceu quase como uma consequência inescapável de uma série de escolhas feitas pelo próprio senador baiano.
Em 2022, Jaques decidiu que não gostaria de concorrer pela terceira vez ao governo. Comunicou Lula. A partir dali, uma série de movimentos foi deflagrada.
Rui Costa, que seria candidato a........
