menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

O custo econômico da corrupção

13 1
27.01.2026

Economista-chefe do Banco BoCom BBM e professora do departamento de economia da PUC-Rio

Recurso exclusivo para assinantes

assine ou faça login

benefício do assinante

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

benefício do assinante

Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.

Recurso exclusivo para assinantes

assine ou faça login

Para muitos, a corrupção é vista sobretudo como um desvio ético de agentes públicos, que deve ser combatido por razões morais. Esse é um ângulo relevante: causa repulsa o uso da máquina pública para fins privados. Mas os efeitos da corrupção sobre a economia também merecem atenção. Eles não se limitam aos desvios de recursos públicos —isto é, não aparecem apenas no Orçamento. Manifestam-se no crescimento e no dinamismo econômico, já que o funcionamento das instituições governamentais influencia decisões de investimento, empreendedorismo e inovação.

É nesse contexto que a corrupção pode, em tese, tanto aumentar quanto reduzir o crescimento. De um lado, há o argumento de que ela poderia "lubrificar as engrenagens" da economia, ao contornar atrasos burocráticos ou funcionar como uma forma de remuneração informal por produtividade. De outro, ela altera incentivos e afeta a alocação de recursos, seja ao favorecer empresas pouco........

© UOL