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São Paulo lidera sem 'efeito Roger', mas Vasco reage com 'efeito Renato'

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As diferenças do 'efeito Roger' no São Paulo e do 'efeito Renato' no Vasco

Quem poderia imaginar que, neste início de Campeonato Brasileiro, o São Paulo seria o líder com 13 pontos em cinco jogos? Ninguém!

Isso porque 2026 começou caótico nos bastidores do clube, com denúncias de corrupção, fraude no uso de camarotes do Morumbis e dívida crescente que resultaram no impeachment do ex-presidente Júlio Casares.

O técnico Hernán Crespo, porém, conseguiu proteger o campo do caos administrativo. Com a chegada de Rafinha para o departamento de futebol, o cenário melhorou e o que temos é um São Paulo com um início surpreendente no Brasileirão.E essa liderança torna mais obscura ainda a estranhíssima demissão de Crespo, que parece mais uma puxada de tapete. Se o motivo foi mesmo o teor das entrevistas dele, é mais um grande absurdo do nosso futebol --afinal, quando o argentino caiu, o Tricolor dividia a ponta com o Palmeiras, ambos com 10 pontos.

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Então veio a contratação do Roger Machado, ótimo treinador e ótima pessoa, e junto dela uma enxurrada de ataques contra ele, também de forma desproporcional e injusta.

Bom, ele fez sua estreia no comando do São Paulo com a vitória por 2 a 0 a Chapecoense, gols de Luciano e Calleri, e aí o exagero mudou de rumo: era o "efeito Roger"

Gente, o São Paulo já estava em primeiro com o Crespo, invicto e jogando muito bem.O Roger começou com simplicidade, dando continuidade ao ótimo trabalho que já estava sendo feito e conseguiu uma vitória importante, mas jogando em São Paulo, contra uma equipe inferior e que veio da Série B.

Qualquer outro resultado, o vulcão entraria em erupção e, mesmo gostando do trabalho dele, não haveria "Efeito Roger" algum, diferentemente da espetacular vitória de virada do Vasco por 2 a 1 contra o então líder Palmeiras, em São Januário.

O Vasco também estava estreando seu treinador, Renato Gaúcho, só que de uma forma oposta a do São Paulo.

Oposta porque o Vasco era o lanterna do Brasileiro, com apenas 1 ponto, e essa vitória sim, parece ter acontecido graças ao "efeito Renato".

Esse efeito talvez não tenha sido tático, porque o trabalho acabou de começar, mas não tenho dúvidas que o efeito aconteceu no ambiente, na confiança dos jogadores, na descontração do grupo —aspecto no qual o novo treinador é muito, muito bom.

Nesse jogo, o Vasco demonstrou poder de reação contra um dos favoritos ao título, que é o Palmeiras.

Mesmo tomando o gol do Flaco Lopez, não se abateu e continuou com uma ótima intensidade de jogo.

Claro que o Vasco estava no limite do desespero, porque uma derrota deixaria o time na lanterna, e a pressão e a cobrança da torcida aumentariam muito.

Portanto, foram duas estreias de treinadores que venceram, mas os respectivos efeitos são diferentes.

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

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