Vices rivais levam governadores de MA e RN a desistirem de disputar Senado
Vices rivais levam governadores de MA e RN a desistirem de disputar Senado
Concluído o prazo para renúncia de políticos que pretendem concorrer às eleições, dois governadores confirmaram suas permanências nos cargos, mesmo com incentivos e boas chances de ganharem vaga no Senado.
Os casos são dos governadores do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT) e do Maranhão, Carlos Brandão (sem partido). Ambos viram os vices romperem e se tornarem uma ameaça, caso assumissem os governos.
Os dois tinham as renúncias dadas como certas para disputa majoritária, e com apoio de Lula, mas não contavam com o afastamento de Felipe Camarão (PT), no caso maranhense; e de Walter Alves (MDB), no executivo potiguar.
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Carlos Brandão foi vice de Flávio Dino por dois mandatos e acabou sendo o escolhido para disputar a sucessão em 2022. O critério alegado foi a lealdade com o titular.
Entretanto, logo após tomar posse, em 2023, começaram os atritos com parte da base dinista. O primeiro problema surgiu logo na eleição da mesa diretora da Assembleia, quando Brandão apoiou Iracema Vale (MDB) para a presidência, no lugar de Othelino Neto (PSB).
A partir daí, veio uma sucessão de desentendimentos, que foram afastando Brandão do vice, até um rompimento total entre eles, com várias trocas de acusações.
O racha chegou a ser citado por Lula, durante visita em outubro de 2025 ao estado: "E eu acho que eles [aliados] têm que pesar, e muito, a responsabilidade do que eles vão fazer. Porque na hora em que a gente começa a brigar dentro de casa, as desavenças chegam ao mundo e não se conserta mais".
Hoje, com a divisão consolidada, Camarão sinaliza apoio à candidatura do ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), com quem pretende compor chapa para concorrer ao Senado.
Já Carlos Brandão indicou o sobrinho, o ex-secretário de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão (MDB), para concorrer ao governo.
O caso da governadora do Rio Grande do Norte é mais recente. O vice Walter Alves anunciou seu afastamento do grupo em janeiro de 2026 para apoiar a candidatura de Alysson Bezerra (União Brasil). Também disse que iria disputar a eleição para deputado estadual.
O rompimento foi tratado como traição por Fátima, que publicou uma carta no dia 17 de março afirmando que, por causa disso, desistiu de renunciar.
"Para viabilizar a candidatura ao Senado, era necessário que o vice assumisse o governo, mas ele rompeu o compromisso firmado em 2022, atendendo a interesses de uma velha elite que nunca aceitou um RN governado pelo povo", disse a governadora. Na carta, ela diz que sua candidatura "era desejo de Lula, do PT e de parte expressiva do eleitorado como já constatado em pesquisas".
São escolhas e motivações que o tempo há de esclarecer e que o impediram de assumir a tarefa mais honrosa que um cidadão pode ter: governar o Estado. Não há cargo no senado que valha minha coerência, meus valores, minha honradez e meu compromisso com o Rio Grande do Norte.Fátima Bezerra
O PT ainda não indicou um nome para substituir Fátima na disputa ao Senado, embora a carta da governadora garanta que o partido terá candidato.Ela diz, inclusive, que o rompimento de Walter foi um "movimento articulado para tirar o PT do Senado". "Não vão conseguir", afirma em seguida.
Ao longo desses anos, muitas Fátimas se forjaram na luta política e social e seguirão ocupando, cada vez mais, os espaços de poder. Eles tentaram nos enterrar, mas não sabiam que éramos sementes. O RN vai florescer com Cadu governador, com o PT no senado, ao lado dos aliados do campo popular e democrático, e com Luiz Inácio Lula da Silva presidente!Fátima Bezerra
O anúncio do cancelamento da renúncia vem num momento de dificuldade eleitoral do PT, que vai indicar o secretário da Fazenda, Cadu Xavier, para concorrer ao governo. Entretanto, ele aparece apenas na terceira colocação nas pesquisas de opinião, sem passar dos 10% das intenções de voto.
Alysson Bezerra é hoje o nome mais forte nas pesquisas. Ele aparecia à frente, mas empatado tecnicamente com o senador Rogério Marinho (PL) --que desistiu de ser candidato ao governo após ser chamado para coordenar a campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro no Nordeste.No lugar dele, o grupo bolsonarista no estado anunciou o nome do ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, que deve deixar o Republicanos para se filiar ao PL.
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