Turistas e 'clandestinos' fazem Noronha superar limites e ameaçam serviços
Turistas e 'clandestinos' fazem Noronha superar limites e ameaçam serviços
A superlotação e o risco de colapso nos serviços se tornaram um problema que mobiliza moradores e entidades em Fernando de Noronha (PE). Dados recentes apontam que a ilha está acima dos limites de capacidade de moradores e turistas.
No último dia 8, um estudo apresentado pelo governo de Pernambuco à comunidade apontou um total de 10.858 pessoas na ilha — sendo 7.883 moradores permanentes e temporários e uma média simultânea de 3.075 turistas presentes ao mesmo tempo.
O levantamento — encomendado pela CPRH (Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco) e produzido pelo Itep (Instituto de Tecnologia de Pernambuco) — aponta um excedente de 3,8 mil pessoas em relação à capacidade indicada pelo próprio estudo, de 6.994 pessoas simultâneas.
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O número de moradores é mais que o dobro da população medida pelo IBGE no Censo de 2022, que indicou 3.167 pessoas vivendo de forma permanente na ilha.
O dado do IBGE sempre foi questionado pela comunidade, que o considera subestimado e cita outros indicadores que "desmentem" o Censo.
Em 2021, durante a pandemia e quando a ilha estava fechada para turistas, por exemplo, 4,5 mil moradores foram vacinados contra a covid-19. O TRE (Tribunal Regional Eleitoral) contabiliza 3.624 pessoas aptas a votar na eleição de outubro.
"Nunca fez sentido esse dado [do Censo]. As duas empresas concessionárias da ilha informaram ao Conselho Ambiental, em novembro de 2024, que estavam gerando energia e água para 10 mil pessoas", diz Domício Alves Cordeiro, conselheiro e ex-gestor da ilha entre 1991 e 1994.
Mesmo tendo sido apresentado publicamente, o estudo completo do Itep ainda não foi divulgado. Segundo........
