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Nordeste não é bem aquele que Nikolas mostrou, e os dados explicam por quê

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Nordeste não é bem mais aquele que Nikolas mostrou, e dados mostram por quê

O Nordeste segue sendo a região mais pobre do país, mas hoje está mais longe daquela imagem de fome, sede e migração que marcou o século passado. No século 21, a região cresceu até aqui acima da média nacional e conseguiu praticamente acabar com problemas históricos, como as casas sem luz elétrica ou sem banheiros.

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O tema voltou a dominar o debate nas redes após um vídeo do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) mostrar sertanejos falando sob uma casa sem reboco, reclamando das promessas dos governos do PT e alegando que envelheceram, mas nenhuma mudança aconteceu.

Claro, ainda há pobreza, mas os dados mostram que houve, sim, uma transformação em 25 anos: os indicadores de educação e saúde melhoraram, a fome e a desnutrição caíram, e a economia se diversificou, trazendo mais qualidade de vida. Ao mesmo tempo, ressalte-se, a região entrou em uma espiral de violência que fez o número de homicídios explodir com a chegada das facções.

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Economia e desenvolvimento

Em 2001, a região somava 47,7 milhões de habitantes e saltou para 57 milhões em 2025. Neste século, a população do Nordeste não só cresceu, como viu uma aceleração da urbanização, avançando de 69% em 2000 para os atuais 78%.

Entre todos os dados da década, o IDH nordestino é o que fala mais alto: ele saltou de baixo desenvolvimento (0,516) em 2000, para alto desenvolvimento (0,756) em 2024. Agora, todos os estados têm um IDH alto, em alta maior que a média nacional. Nesse indicador, quanto mais perto de 1, mais desenvolvido.

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Em junho, uma publicação do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) aponta que o IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal) destacou nos dados........

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