Homens tornaram 2025 perigoso para as mulheres
Os casos de feminicídio e violência contra mulheres nesses últimos dias do ano confirmam o quanto 2025 foi muito perigoso para as mulheres, sobretudo no Brasil.
Em Ribeirão Preto (SP), nesta segunda-feira (29), Daniela Messias, 42, foi morta a facadas pelo marido na frente do filho de 6 anos, que ainda tentou impedir o crime.
No mesmo dia, um homem foi preso em flagrante por tentativa de feminicídio contra a companheira, em Camaçari, Região Metropolitana de Salvador. O suspeito golpeou a vítima na cabeça, além de asfixiá-la por meio de esganadura, ameaçando-a de morte.
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Os dois casos aconteceram dentro das residências dos casais.
No início deste mês, em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia, um motorista por aplicativo, 19 anos, matou com o golpe "mata-leão" Rhianna Alves, mulher trans de 18 anos. Ele levou o corpo à delegacia e foi logo liberado após dizer que agiu em legítima defesa.
A prisão e o indiciamento só ocorreram quatro dias depois após intensa reação popular e midiática.
São casos que revelam a crueldade desta pandemia de violência contra a mulher, em idades, classes sociais e regiões diferentes do país, e que muitas vezes conta com a inércia institucional.
O Brasil encerra 2025 com uma constatação que se impõe a cada novo crime: é perigoso ser mulher neste país.
Dentro de casa, nas ruas, no trabalho, no transporte público, ao tentar encerrar um relacionamento ou simplesmente existir. A violência contra mulheres segue brutal, recorrente e naturalizada.
Os casos se sucederam em 2025 com choro de filhos e familiares, promessas de investigação e punição, marchas e denúncias dos movimentos de mulheres, e novos crimes noticiados, como um loop infernal e desumano.
Em São Paulo, Tainara Souza Santos, 31, morreu após ser atropelada e arrastada por um quilômetro na Marginal Tietê. O motorista passou por cima dela e continuou acelerando, mesmo com ela presa embaixo do carro. Tainara........
