Queniano expõe a cadeia humana por trás das IAs de relacionamento
Queniano expõe a cadeia humana por trás das IA de relacionamento
Receber US$ 0,05 por mensagem, escrever 40 palavras por minuto, ter até cinco identidades falsas operadas simultaneamente, com gêneros, orientações sexuais e histórias de vida distintas, todas sob um acordo de confidencialidade obrigatório já no formulário de candidatura.
É nesse regime que o queniano Michael Geoffrey Asia, ex-chat moderator e secretário-geral da Data Labelers Association, sustentou conversas íntimas e sexuais com usuários americanos e europeus enquanto trabalhava, a partir de um quarto na favela de Mathare, em Nairóbi (Quênia).
Asia foi colaborador terceirizado em operações ligadas a Sama, CloudFactory, TELUS International, TransPerfect DataForce, Appen e NMS Philippines. Seu relato está em The Emotional Labor Behind AI Intimacy, publicado em 2025 pelo Data Workers' Inquiry.
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"Eu estava treinando minha própria substituição", escreve Asia. Cada confissão de amor fabricada, cada padrão de retenção emocional, cada técnica de continuidade entre operadores diferentes poderia estar sendo capturada como dado de treinamento para os mesmos algoritmos que, anos depois, seriam vendidos como "AI companions autônomos", que são interfaces capazes de simular intimidade sem o trabalhador humano que originalmente a produziu.
O estudo é uma iniciativa conjunta do DAIR Institute, do Weizenbaum Institute e da Technische Universität Berlin, com base na experiência dele e em entrevistas com sete colegas. O DAIR existe desde 2021 com financiamento rastreável de Ford, MacArthur, Rockefeller, Open Society e Kapor Center.
A indústria de inteligência artificial fala em autonomia algorítmica, mas o relatório de Asia mostra que ela é, em parte, um trabalho humano sob acordo de confidencialidade com salários baixos e classificado como atividade não qualificada.
Em entrevista ao UOL, Asia conta uma realidade bem dura: "Uma namorada de IA pode ser apenas um homem em uma........
