Papa matemático reescreve as regras da IA
Papa matemático reescreve as regras da IA
A encíclica Magnifica Humanitas, assinada pelo papa Leão 14 em 15 de maio de 2026 e publicada hoje, dez dias depois, estabelece o primeiro grande marco da Igreja Católica para a governança da inteligência artificial. No documento de quase 200 páginas, o pontífice, formado em matemática, alerta que o poder tecnológico escapou ao controle dos Estados e se concentrou em poucas mãos privadas, e convoca governos, empresas e sociedade civil a submeter a inovação ao bem comum.
Publicado exatos 135 anos após a Rerum Novarum, que em 1891 enfrentou a "questão operária" da Revolução Industrial, o texto rejeita a tese da neutralidade tecnológica e exige transparência algorítmica, supervisão humana sobre decisões automatizadas e o tratamento dos dados como ativo fiduciário, gerido em benefício da sociedade.
O lançamento ocorreu em meio a uma onda regulatória global, com movimentações da União Europeia, dos Estados Unidos e da China em torno de consumo energético, proteção do trabalho e supervisão de sistemas autônomos.
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