Ásia inverte a lógica da inteligência artificial na indústria musical
Ásia inverte a lógica da inteligência artificial na indústria musical
A indústria fonográfica global atual está em profunda reconfiguração. Enquanto gravadoras ocidentais travam nos tribunais uma guerra bilionária sobre quem controla a música gerada por inteligência artificial, empresas asiáticas lideradas pela sul-coreana Galaxy Corporation, pela chinesa Tencent Music e pelo ecossistema de exportação cultural do Japão e da Nigéria usam a tecnologia para proteger a fragilidade dos artistas reais, escalar suas performances por meio de avatares digitais e monetizar a lealdade dos fãs.
De acordo com relatórios da empresa norte-americana de pesquisa Luminate, o uso intencional da inteligência artificial no mercado asiático não substitui artistas humanos, como faz a norte-americana Xania Monet, a primeira entidade sintética a alcançar o Top 30 da Billboard.
A Ásia emprega a tecnologia para proteger a fragilidade dos artistas reais e escalar suas performances por meio de avatares digitais. A Luminate, que registrou 5,1 trilhões de streams globais, mostra que o modelo asiático de monetização de fãs extrai até 17 pontos percentuais a mais de receita que o ocidental, num mercado onde 44% dos ouvintes rejeitam música puramente sintética. A Ásia está definindo as relações de coexistência entre humano e máquina e como isso será monetizado.
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Dados do relatório Luminate mostram que o streaming global de áudio sob demanda atingiu 4,7 trilhões de reproduções em 2025, um crescimento de 9,6%. O mercado norte-americano, historicamente o motor financeiro da indústria, cresceu entre 4,6% e 4,8%.
O mercado cria 106 mil novos códigos ISRC (o identificador único de cada gravação) diariamente, uma alta de 7% em relação ao ano anterior. Desse volume, 96,2% são entregas de distribuidores independentes, enquanto as gravadoras majors (Universal, Sony e Warner) retêm apenas 3,8% dos novos lançamentos.
No dia a dia do consumo, 88%........
