O problema do Rei Midas
A Inteligência Artificial tem-se desenvolvido a um ritmo frenético, sem que nos reste tempo para perguntar se será possível avançar com segurança e, sobretudo, quem controla o que ela faz. O teste que a IA nos coloca é simultaneamente técnico, moral, político e profundamente humano.
Sendo potencialmente mais potente do que nós, será que a conseguimos ‘domesticar’, como fizemos com antigos predadores como o lobo, ao longo de dezenas de milhares de anos, transformando instinto em convivência? Há, uma diferença crucial porque a IA nasce num contexto diferente, surge em laboratórios e empresas, guiada por incentivos próprios, sem memória histórica do que significa viver em sociedade, aprender regras de convivência e respeitar limites. Quem desenha os sistemas sabe o que otimizou e acredita conhecer esses limites. Já quem usa a tecnologia frequentemente desconhece o que foi programado nas decisões que moldam a vida real. Assim, coloca-se a........
