Brincar com o fogo
Há circunstâncias em que a justiça ainda nos surpreende. Há meses, depois de a Polícia Judiciária ter identificado os presumíveis autores do ataque ao autocarro em Santo António dos Cavaleiros, e de estes terem estado em prisão preventiva indiciados pelos crimes de homicídio qualificado na forma tentada, incêndio e dano, foram libertados, com termo de identidade e residência, não se sabendo para quando está previsto o julgamento.
A vítima – o motorista que esteve em coma e nos cuidados intensivos e ficou com sequelas permanentes – relatou que os autores lhe apontaram uma arma à cabeça e queimaram-no. Ou seja, houve intenção deliberada de lhe causar a morte no mais grave de muitos ataques que sucederam durante os tumultos que se seguiram à morte de Odair Moniz, em que foram incendiados autocarros e dezenas de automóveis.
Face à libertação, podemos concluir que não há indícios suficientes? Ou será que a morosidade processual não permite que permaneçam em prisão preventiva? Ou entende o sistema........
