Seis meses Seguros
Confesso que já me interroguei por diversas vezes a propósito de como Marcelo Rebelo de Sousa reagiria às crises que têm assolado o Governo. Nos dez anos do seu magistério, manteve uma relação muito próxima com os portugueses no seguimento da ligação que construiu nos ecrãs de televisão. E ele próprio rompeu com o paradigma do antecessor. Cavaco Silva que sempre afirmou que a «palavra presidencial deve ser rara», fechou-se abulicamente em Belém, optou pela sua característica pose esfíngica e nunca ligou a ‘simpatias’. Marcelo foi um Presidente da República do povo, tocava-lhe, vivia as suas dores, não hesitava nas múltiplas selfies.
Mas exagerava no uso da palavra, banalizou-a e perdeu autoridade – sobretudo com o caso João Galamba –........
