Declarar já guerra aos fogos
Já passaram mais de dois meses desde que a tempestade Kristin, e o comboio de outras depressões, deixou a zona centro do país num caos de devastação. E quem viaja pelas estradas e autoestradas do continente sabe bem que, apesar de tantos esforços e intenções de cidadãos, empresas, do poder local e central, há demasiado ainda por fazer em zonas que, já de si, são sempre críticas durante a chamada época de incêndios. Impressionam as terríveis imagens de incontáveis áreas por limpar, com árvores derrubadas, principalmente pinheiros e eucaliptos, que será impossível retirar antes que o calor – que já vai dando os primeiros ares da sua graça – comece a apertar.
E que aumentam exponencialmente a matéria combustível com todos os riscos inerentes.
Não há tempo a perder.
Passamos a vida a chorar sobre leite derramado e eternamente a lamentar os flagelos que se repetem ano após ano, assistindo às mesmas tragédias, reclamando contra a falta de meios (apesar dos milhões repetidamente consumidos), debatendo o que tem de ser feito para prevenir que voltem a cometer-se novamente os mesmos erros e, depois, tornando a adiar o que sabemos que inevitavelmente terá um........
