Benigno mais maligno não há
António Guterres é uma das figuras mais consensuais da política portuguesa e não só. Com sobejas qualidades reconhecidas mundialmente.
Católico, moderado, fazedor de pontes e de consensos, foi um dos lídimos representantes da Terceira Via que Tony Blair lançou no Reino Unido e que fez caminho na Europa e no Mundo nos anos 90 do século passado e na viragem do milénio.
Por isso, foi sem surpresa que tenha conseguido ser eleito em 2016 – para tomar posse em janeiro de 2017 – secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) por uma ampla maioria, quando já se anunciava uma sucessora para o sul-coreano Ban-Kimoon.
Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados entre 2015 e 2017, Guterres foi reeleito para um segundo mandato como secretário-geral da ONU, que termina no final deste novo ano.
E, se ainda é cedo para se poder fazer o balanço final da sua liderança, a verdade é que dificilmente conseguirá no ano que lhe resta reverter a imagem muito pouco abonatória que lhe advém da irrelevância a que deixou chegar o cargo e as próprias........
