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O meu voto e as suas circustâncias

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01.02.2026

Gostava de estar a contar ao estimado leitor que despertei para a política muito cedo, com precocidade a roçar o genial; que aos oito anos acabava de ler o Política de Aristóteles e que aos doze terminava um ensaio sobre o Leviatã. Estaria a mentir. Embora tivesse uma curiosidade por política, foi já tarde, durante a faculdade, que adquiri consciência política.

Consciência política no sentido mais elementar do termo: a realização de que o meu bem-estar não se esgota no plano material, e que existem princípios e valores pelos quais é necessário lutar para uma realização mais plena. Esta consciência aguçou-se num determinado momento da vida política portuguesa em que esses princípios estiveram em causa. Foi com José Sócrates.

O país não deve nada a José Sócrates, mas eu devo-lhe este despertar. Estávamos perante um político que personificava aquilo que Fukuyama chamou de megalothymia - uma sede intemperada de grandeza e de poder. E assim foi........

© SOL