Redes Sociais: A ilusão da proximidade permanente, uma questão de saúde pública
As redes sociais prometeram proximidade, mas a consequência traduz-se em disponibilidade permanente. Permanecer sempre contactável não deve ser sinónimo de disponibilidade total, assim como, ter muitos seguidores pode não permitir a criação de laços e desenvolver conversas francas e honestas. Passar horas a visualizar vidas de terceiros publicadas nas redes sociais não é o mesmo que pertencer a uma comunidade.
Durante muito tempo, a temática das redes sociais foi abordada de duas formas distintas: “um desastre absoluto”, ou “ferramentas de trabalho inócuas”. Atualmente, a evidência permite efetuar uma abordagem mais prudente e próxima da realidade. Essas redes podem ser úteis, sobretudo para populações isoladas, residentes fora dos grandes centros ou para quem encontra no online um espaço de apoio, expressão e pertença. Todavia, existe o risco de comparação social, da perturbação do sono, da dispersão da atenção, da procura pela validação externa e à gradual incapacidade de estabelecer um relacionamento saudável com o mundo real.
Como profissional de saúde e docente, é importante........
