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O silêncio ensurdecedor do PS

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31.05.2026

Esta quarta-feira, agentes da Guardia Civil entraram na sede nacional do Partido Socialista espanhol (PSOE), em Madrid. Recolheram documentação sobre alegados pagamentos do partido a uma antiga militante suspeita de tentar condicionar investigações judiciais. No mesmo dia, foram revistadas as casas de dois ex-líderes socialistas e de um empresário.

A resposta de Sánchez foi dada a partir do Vaticano, onde se encontrava com o Papa. Diz que se houver irregularidades, agirá com firmeza. É a mesma frase de há um ano, e de há dois. O método repete-se: distância física do problema, promessa genérica de rigor, expulsão pontual de quem ficou demasiado exposto, e a permanência no cargo como facto consumado. Sánchez não nega que o partido tenha um problema, mas limita-se a tratá-lo como algo que acontece ao seu redor e não sob a sua responsabilidade.

Pode discutir-se se há crime, e isso compete aos tribunais, porque a presunção de inocência........

© SOL