Barragens, só não enchem as que não estão feitas!
Nem todos os invernos nos deixam memórias. Alguns passam quase sem se dar por eles. Outros, como este, obrigam-nos a olhar com mais atenção para a forma como lidamos com a água. Num país de clima mediterrânico, irregular como o nosso, nunca foi realista esperar chuva constante. Mas sim, reconhecer os ciclos climáticos e preparar-nos para eles. É precisamente aqui que a estratégia Água que Une (já aprovada pelo Governo, mas ainda não implementada) ganha importância, não como ideia, mas com obra!
Este outono/inverno tem trazido chuva como já não nos lembrávamos. Não foi um episódio pontual, tem sido um inverno inteiro marcado por chuva persistente e com efeitos visíveis em todo o território nacional, temos cheias em três bacias hidrográficas diferentes, Mondego, Tejo e Sado. Durante anos ouvimos especialistas dizer que estes invernos tinham acabado. Este ano tem mostrado que não é verdade.
Mostrou também outra coisa importante: o que teria acontecido se as barragens não existissem........
