As referências da “house music” que todos sabem cantar
Só são precisos dois segundos. Uma batida, uma nota do baixo, um refrão, uma frase reconhecível e a pista inteira muda de atitude. É quase imediato, quem estava distraído aproxima-se, quem conversava sorri e volta-se para a cabine, quem dizia que já ia embora fica mais um pouco, “só mais esta música”. Há qualquer coisa de raro nessa capacidade de unir desconhecidos através de uma memória comum. Talvez por isso certas músicas dispensem apresentação. Não precisam de introdução, de contexto, nem sequer de volume excessivo. É isso que acontece quando num qualquer fim de tarde ou noite, numa discoteca ou festival ecoam temas como “One More Time”, “Music Sounds Better with You”, “Gypsy Woman”, “Show me Love”, “Finally” e tantas outras. Não são apenas clássicos. São músicas que têm uma qualidade cada vez mais rara, pertencem a várias gerações ao mesmo tempo.
Durante anos, a lógica foi diferente. Tocar o mais novo, o mais raro, o mais inesperado. O DJ era quase um curador do futuro. Mas nos últimos tempos a tendência mudou. Os melhores sets já não vivem apenas........
