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A nova estética do “imperfeito”

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07.05.2026

A tecnologia não é o futuro, é o presente. Inteligência artificial, realidade aumentada, conteúdos generativos, tudo isto já está a moldar a criação. Mas rapidamente se percebe também que a tecnologia, por si só, não chega. O que faz a diferença continua a ser intenção, a emoção e as sensações que felizmente continuam a não poder ser totalmente formatadas. Isso leva-nos a uma nova estética, a um “produto” para o qual se olha paradoxalmente com outro olhar. Num tempo dominado pelos algoritmos, o erro humano ganha um valor inesperado. O cru, o inacabado e o espontâneo tornam-se mais autênticos do que o polido. É quase uma resposta emocional a um mundo demasiado perfeito para ser verdadeiro. Vemos isso todos os dias, cada vez mais presente em tudo o que nos é colocado à frente. São as redes sociais e os influencers, as imagens feitas em IA ou as respostas aos emails. Até comportamentos, reações e o entendimento dos nossos sonhos são pesquisados no ChatGPT, onde se vão criando especialistas e “tudólogos”. Tudo parece refinado,........

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