Males de Verão
É uma chatice estar doente. No Verão, então, é insuportável. Nesta altura do ano, uma gripe é dos piores adversários que há para enfrentar. A dor de cabeça martela o cérebro, o corpo queixa-se com as alfinetadas dos picos de febre e não há nenhum refúgio onde se esteja bem. Surpreendido por um frio quase polar (pelo menos, pareceu-me!) em São Paulo, virado do avesso pelo calor abrasador de Lisboa e obrigado a procurar consolo no ar condicionado, acabei por sofrer os impactos de um clima cada vez mais inclemente e difícil de controlar.
Como a vida não pára, o melhor remédio é sempre olhar em frente e construir um dia de cada vez, acreditando que o que se segue será melhor do que o anterior. Aqui estou, pois, a retomar a conversa consigo, amigo leitor, após duas semanas de ausência.
Traumatizado, como a maioria da população portuguesa, com a Seleção nacional de futebol. Já tenho idade suficiente para não ir em cantigas, mas a verdade é que, competição após competição, cá voltamos todos à cega-rega do costume. Alguém tem sempre o condão de nos pôr a acreditar que somos os maiores do mundo. Desta vez, é certo que tínhamos um leque de jogadores de escol, porventura, uma geração única de atletas, habilitados a pedir meças a qualquer opositor. Não fomos capazes, no entanto, de respeitar dois diagnósticos, correspondentes a outras tantas........
