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Menos milhões em prestadores, mais futuro para o SNS

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19.05.2026

A despesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS) com médicos prestadores de serviços médicos ultrapassa os 240 milhões de euros por ano.

O que nasceu como solução excecional para ‘apagar fogos’ em urgências e serviços carenciados tornou se um modo quase estrutural de funcionamento. É precisamente por isso que tenho defendido há mais de uma década, conter e reduzir esta despesa, redirecionando recursos para quem assegura, todos os dias, o funcionamento do SNS.

Não está em causa o valor dos profissionais que trabalham como prestadores, muitos deles antigos ou potenciais médicos do próprio SNS.

O problema é o modelo.

A prestação de serviços, tal como tem sido utilizada, incentiva a fragmentação dos cuidados e alimenta desigualdades dentro das equipas.

As empresas multinacionais de trabalho temporário tem cada vez maior volume de negócio com esta incapacidade do estado e naturalmente veem os seus interesses ameaçados.

O SNS paga horas a valores muito acima da tabela da função pública, aceita a atomização de horários e vive permanentemente em gestão de contingência, em vez de investir em na estabilidade e........

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