Menos milhões em prestadores, mais futuro para o SNS
A despesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS) com médicos prestadores de serviços médicos ultrapassa os 240 milhões de euros por ano.
O que nasceu como solução excecional para ‘apagar fogos’ em urgências e serviços carenciados tornou se um modo quase estrutural de funcionamento. É precisamente por isso que tenho defendido há mais de uma década, conter e reduzir esta despesa, redirecionando recursos para quem assegura, todos os dias, o funcionamento do SNS.
Não está em causa o valor dos profissionais que trabalham como prestadores, muitos deles antigos ou potenciais médicos do próprio SNS.
O problema é o modelo.
A prestação de serviços, tal como tem sido utilizada, incentiva a fragmentação dos cuidados e alimenta desigualdades dentro das equipas.
As empresas multinacionais de trabalho temporário tem cada vez maior volume de negócio com esta incapacidade do estado e naturalmente veem os seus interesses ameaçados.
O SNS paga horas a valores muito acima da tabela da função pública, aceita a atomização de horários e vive permanentemente em gestão de contingência, em vez de investir em na estabilidade e........
