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A esquerda e a Lei de Evans

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11.02.2026

Em 2000, as Nações Unidas publicavam um relatório intitulado Replacement Migration, onde identificam um dos grandes problemas do nosso tempo histórico: a quebra das taxas de natalidade que, aliada a uma crescente esperança média de vida, seria responsável pelo envelhecimento populacional e, consequentemente, pela preocupante contração da população ativa. Por outras palavras, um verdadeiro e rigoroso inverno demográfico. Na conclusão, o relatório identifica cinco pontos críticos que devem ser tidos em conta, sendo que o último aponta para a adoção de «políticas e programas relacionados com a migração internacional, em particular a migração de substituição, e a integração de um grande número de migrantes recentes e dos seus descendentes». 

Esta foi muito provavelmente a primeira vez que o termo “substituição” utilizado no contexto das migrações entrou em circulação. E se a ONU lhe atribuiu um cunho maioritariamente científico, a ser utilizado dali em diante nos estudos demográficos, foi o escritor e filósofo francês Renaud Camus que lhe outorgou uma dimensão cultural, social e verdadeiramente politizada.........

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