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O novo dilema do prisioneiro

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20.06.2026

Em pesquisa de órgão insuspeito de orientação de esquerda, ficámos a saber que «o Governo de Montenegro nomeou 26 novos presidentes para presidirem a Unidades Locais de Saúde (ULS) em pouco mais de dois anos de governação». Dois terços desses órgãos que juntaram os cuidados de saúde primários com os hospitalares, em desafio de décadas, foram radicalmente alterados na composição, objetivos, métodos, relações com subordinados e pacientes, idiossincrasias e culturas institucionais. Setenta por cento dos nomeados tinham cartão partidário do PSD ou do CDS. Antigos deputados e presidentes de municípios, candidatos derrotados, antigos vereadores, ex-deputados e funcionários municipais e até simples militantes de base, servem agora como dirigentes de complexas instituições multiprofissionais, pluritecnológicas, de forte caráter inovador, elevado dispêndio financeiro, longa história institucional e exigente responsabilidade social. Os oito restantes não são reconhecidos por fidelidade política ao partido de........

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