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Infestantes invasores e narcisos malignos. Uma crónica de verão

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16.08.2026

O pequeno ribeiro que passa na minha aldeia está infestado de plantas invasoras de rápida multiplicação. O poder local corta-lhes as folhas quando elas sobem acima da altura das margens. Recrudescem com mais força. O ribeiro perdeu o leito, apesar do forte inverno a água desapareceu, a levada onde aprendi a esbracejar sumiu-se, coberta por um manto verde. Na minha ignorância hidráulica, admito que só com tratores raspado fundo e eliminando raízes será possível lutar contra o flagelo, a menos que se descubra um agente biológico que os destrua, sempre com riscos de destruir o que não deva. Li algures que havia milhões para limpar estes rios e se iria começar pelo Norte. Ainda não chegaram às Beiras.

Pior que a planta invasora dos rios é o narciso. Bem sabemos como os maus exemplos, sobretudo os de além Atlântico tendem a ser copiados pelos europeus. Quanto menos cultos, mais medíocres e arrogantes........

© SOL